Em alguns dos países mais frios do mundo, não se depende exclusivamente dos sistemas de aquecimento tradicionais Estamos habituados a pensar que, quando chega o frio, a solução para o problema é ligar os radiadores. Assim que a temperatura desce, recorremos ao aquecimento. No entanto, existem outras alternativas que talvez devêssemos começar a considerar, especialmente se levarmos em conta que alguns dos países mais frios do mundo não dependem exclusivamente de sistemas de aquecimento tradicionais.
Stephen Hawking: «Por mais difícil que a vida pareça, há sempre algo que se pode fazer e em que se pode ter sucesso».
E o facto é que, para muitas pessoas, acontece a mesma coisa todos os invernos: chega a primeira conta de eletricidade e causa um verdadeiro pânico. No mês seguinte, as pessoas tentam reduzir o uso do aquecimento, mas acabam por ficar com frio e descobrem que a economia não é tão significativa assim. Se conhece esta situação ou simplesmente quer pagar menos pela eletricidade, talvez seja hora de aprender com aqueles que sabem melhor viver no frio, ou, pelo menos, com aqueles que o fazem há séculos.
Como aquecem as casas nos países mais frios
Em locais onde o inverno é longo, escuro e particularmente rigoroso, como na Finlândia, o aquecimento é visto de forma diferente. Apesar dos edifícios bem isolados e dos sistemas eficientes de aquecimento central, o alto custo da energia e a consciência ecológica levaram muitas famílias a repensar o que realmente significa ter uma casa confortável.

Um objeto de uso diário na Finlândia
Uma dessas soluções chama a atenção pela sua simplicidade: o uso de velas como fonte adicional de calor. É um objeto presente em praticamente todas as casas que, neste contexto, deixou de ser meramente decorativo e tornou-se um pequeno auxiliar térmico. As velas não substituem o aquecimento tradicional e não pretendem fazê-lo. A sua função é fornecer calor adicional em determinados espaços, tornando o ambiente mais agradável, sem aumentar o consumo de energia.
A ciência por trás do calor de uma vela
Do ponto de vista físico, qualquer chama gera não só luz, mas também calor. Uma vela pode emitir de 30 a 80 watts, o que é uma quantidade modesta, mas torna-se significativa quando várias velas são usadas juntas. Em salas pequenas e bem isoladas, cinco ou seis velas podem ter um efeito semelhante ao de um pequeno aquecedor elétrico funcionando em baixa potência. Para quem está habituado a temperaturas muito baixas, este pequeno aumento é mais do que suficiente. O objetivo não é atingir 22 graus em toda a casa, mas, por exemplo, aumentar a temperatura de 16 para 18 graus em determinadas divisões, como a sala de estar ou o escritório.
O conforto também é uma sensação

Além do calor real que irradiam, as velas têm uma importante componente psicológica. Nos países escandinavos, onde a falta de luz natural afeta o humor durante vários meses, criar um ambiente acolhedor e luminoso é fundamental para o bem-estar. A luz suave das velas suaviza o espaço, e o movimento da chama transmite uma sensação de vida e tranquilidade. Na verdade, os especialistas observam que percebemos um lugar como aconchegante muito antes de o termómetro mostrar uma mudança significativa. Em cidades como Helsínquia, acender velas ao chegar a casa tornou-se um verdadeiro ritual de desligar: um gesto que marca o fim do dia e reforça a ideia de que o conforto do lar depende não só do termóstato, mas também da plenitude da experiência sensorial.
Ajuda temporária, não substituição
No entanto, é importante ter em mente que as velas não substituem o aquecimento e devem sempre ser utilizadas de acordo com regras de segurança rigorosas: sob supervisão, em superfícies estáveis e longe de materiais inflamáveis. Na Finlândia, elas são consideradas uma ajuda temporária no âmbito de uma estratégia mais ampla de economia de energia e melhoria da qualidade de vida em casa nos meses mais frios do ano.
