Os ímanes fabricados a partir de elementos de terras raras são um dos componentes mais importantes na era da tecnologia. São uma peça fundamental para dispositivos como smartphones, veículos elétricos ou turbinas eólicas, cuja produção depende principalmente da China. Este mercado oligopolístico levou a potência asiática a tornar-se o principal concorrente dos EUA no mercado estratégico de produção de ímanes.
Estas ações seguiram-se a um ano marcado por restrições ao abastecimento e ameaças de imposição de tarifas. Nesta situação, vários países concentraram a sua atenção na importância dos fabricantes de ímanes num contexto em que também se observa um aumento significativo do interesse pelos elementos de terras raras. Espera-se que, graças a esta série de medidas de apoio e assistência, os EUA e a Europa desempenhem um papel fundamental na produção de ímanes de terras raras na próxima década.
Apoio ao plano europeu
Rahim Suleiman, diretor executivo do grupo canadiano Neo Performance Materials, líder em inovação e produção de materiais como ímanes de terras raras, acredita que a procura por ímanes em setores em rápido crescimento, como a robótica, «não depende de um único mercado final».
Como afirmou o diretor executivo numa entrevista à CNBC, o mercado final «não depende de automóveis, veículos elétricos, drones ou centrais eólicas. Trata-se de qualquer motor energeticamente eficiente em todo o espectro». Apesar da previsão de domínio dos EUA e da Europa na produção de ímanes de terras raras, a China continuará a manter esta órbita mineral, da qual será muito difícil escapar.
