Médico: «É o que mais acelera a degradação do colagénio»

Após os 25 anos, a produção desta proteína começa a diminuir. Isso explica o aparecimento de rugas, flacidez e outros sinais de envelhecimento. O colagénio, além de ser a proteína mais comum, desempenha uma função importante no organismo. Em termos simples, é uma «cola» natural que mantém as diferentes estruturas do corpo, proporcionando suporte tanto à pele como a outros tecidos, conforme descrito pela La Roche-Posay. Por isso, é importante para manter a firmeza, elasticidade e hidratação do rosto e do corpo.

De acordo com especialistas, a partir dos 25 anos, a produção dessa proteína começa a diminuir. Isso explica o aparecimento de rugas, flacidez e outros sinais de envelhecimento da pele. Embora nos últimos anos a atenção tenha se concentrado nessa área, é importante saber que ela também desempenha um papel importante na saúde das articulações, ossos, músculos e vasos sanguíneos. Assim, a diminuição do número de fibroblastos responsáveis pela sua produção é crucial para a saúde. Por esse motivo, o médico especialista em saúde integral, metabolismo e longevidade descreveu em detalhe alguns fatores que podem acelerar essa diminuição

«Muitas vezes, o problema não é o que falta, mas o que se repete»

O último vídeo de Arteaga é fundamental para quem se preocupa com a produção de colagénio. O especialista em metabolismo e longevidade alertou que um dos primeiros fatores que contribuem para a sua diminuição é «manter níveis elevados de glicose durante muitas horas ao dia». Isto deve-se ao facto de que «quando o nível de açúcar no sangue permanece elevado durante muito tempo, ele pode ligar-se às fibras de colagénio, tornando-as mais rígidas e frágeis num processo chamado glicação», explica ele. Mas um dos aspetos mais preocupantes é que «não se trata de danos imediatos, mas de uma perda lenta de elasticidade e função». Assim, este processo não surge devido ao consumo esporádico, mas devido ao «excesso repetido dia após dia».

Como ele explicou em detalhes, «muitas pessoas pensam que lhes falta colagénio e começam a procurar o que podem adicionar. Mas muitas vezes o problema não é o que falta, mas o que se repete», insiste ele. Segundo ele, «o colagénio não é apenas algo que é produzido, é um tecido que é preservado ou perdido», — observa o especialista. Da mesma forma, a falta de um descanso reparador pode afetar esse processo. «A maior parte da restauração do colagénio ocorre durante o sono profundo. Se o descanso for curto, fragmentado ou irregular, o corpo dá prioridade ao funcionamento, e não à restauração, e a renovação do colagénio fica mais lenta», — afirma ele.

Na mesma linha, o médico menciona o terceiro fator determinante: «O colagénio precisa de carga em movimento para se manter bem organizado e estável. Sem estímulo mecânico, as fibras enfraquecem, desorganizam-se e degradam-se mais cedo», — observa ele. Assim, o sedentarismo é um obstáculo à sua produção; por isso, o especialista aposta em exercícios regulares e atividade física diária. Além disso, Arteaga insiste que prevenir o desgaste constante do colagénio é tão importante quanto estimular a sua produção. «O seu organismo pode produzi-lo bem, mas se determinadas condições se repetirem todos os dias, o colagénio pode desgastar-se mais rapidamente do que ser reposto», explica ele. Assim, a prevenção requer não só a adição de suplementos ou produtos, mas também a mudança de hábitos que afetam negativamente a integridade da proteína. Em suma, «menos picos de açúcar, sono profundo e regular, atividade física diária. Porque a produção de colagénio é importante, mas prevenir o seu desgaste constante é o que realmente faz a diferença», afirma.

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