Einstein previu e agora foi confirmado: o tempo flui de maneira diferente em Marte, o que obriga a adaptar as futuras missões espaciais

Entre todos os planetas do sistema solar, o estudo e a investigação de Marte são os mais importantes, pois é o lugar mais semelhante à Terra que existe. E como há anos os humanos procuram um «planeta B» que reúna as características necessárias para viver, os investigadores têm dado grande ênfase a ele. Há anos que a NASA trabalha com diferentes projetos e robôs para a investigação de Marte, e foram alcançados avanços muito importantes que nos permitem desenhar melhor como é este planeta vermelho. Embora, em teoria, isso já fosse algo que a NASA sabia, devido às teorias da relatividade do cientista Albert Einstein, que estabelecem que o tempo não é absoluto.

Estas defendem que o tempo corre ligeiramente mais rápido onde a gravidade é menor, ao mesmo tempo que indicam que o tempo também varia de acordo com a velocidade a que um planeta se move. No caso de Marte, o planeta vermelho tem menos massa do que a Terra, pelo que tudo indicava que em Marte o tempo passa de forma diferente, mas só numa missão recente foi possível confirmar isso. Um dia em Marte é aproximadamente 40 minutos mais longo do que um dia terrestre (24 horas, 39 minutos e 35 segundos). Esta diferença acumulada torna impossível usar relógios terrestres padrão para operações em Marte a longo prazo.

Os cientistas defendem a necessidade de estabelecer um sistema de tempo padronizado para Marte, semelhante ao Tempo Universal Coordenado (UTC) da Terra, diante do aumento das missões espaciais. Para que os satélites, rovers e futuros astronautas se coordenem com precisão, eles precisam de um sistema de cronometragem comum. Sem um “horário marciano” oficial, o risco de erros no posicionamento e na transferência de dados aumenta.

Mas estabelecer uma hora específica em Marte não é a única coisa necessária, pois o ritmo circadiano dos humanos deve se adaptar a um dia ligeiramente mais longo, o que é um desafio biológico para futuras missões tripuladas. Agora, várias organizações, como a NASA e a ESA, estão a trabalhar para definir esse novo padrão, o que implica decidir onde ficaria o «meridiano zero» de Marte para o tempo e como sincronizá-lo com a Terra, considerando os efeitos da relatividade.

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