Dispositivos que nunca devem ser conectados à porta USB da televisão

Este tipo de porta foi concebido com certas limitações, pelo que a sua utilização indevida pode causar sobreaquecimento As portas USB das televisões tornaram-se uma presença habitual nas casas, permitindo aos utilizadores conectar uma variedade de dispositivos externos. No entanto, o que à primeira vista parece uma possibilidade sem riscos pode tornar-se uma fonte de problemas graves. Os especialistas alertam que existem certos aparelhos eletrónicos que nunca devem ser conectados à porta USB de uma televisão, pois podem causar desde falhas ocasionais até danos permanentes ao equipamento.

Quais são as limitações técnicas do USB em televisores

Ao contrário dos computadores pessoais ou portáteis, os televisores inteligentes têm portas USB com uma capacidade de energia muito mais limitada. Enquanto num computador é possível encontrar portas capazes de fornecer até 100 watts (W), nos televisores esse número geralmente fica entre 2,5 W e 4,5 W. Isto significa que muitos dispositivos atuais, projetados para carregar ou funcionar com maior potência, não receberão a energia necessária da televisão. Em muitos casos, a saída elétrica da porta USB da televisão é de 0,5 amperes ou até menos, muito abaixo do que os dispositivos mais complexos requerem. Este défice energético não só impede que certos dispositivos funcionem corretamente, como também pode provocar o sobreaquecimento da televisão, falhas na placa interna e até mesmo a degradação ou queima da porta USB. Este risco aumenta quando se ligam artigos que excedem o consumo previsto para esse tipo de entrada.

Que dispositivos não devem ser ligados à porta USB da televisão

  • Telemóveis, tablets e carregadores

Um dos erros mais frequentes é tentar carregar telemóveis, tablets ou até consolas de videojogos portáteis diretamente a partir da porta USB da televisão. Estes dispositivos requerem muito mais energia do que a televisão pode oferecer. O resultado mais comum é um carregamento extremamente lento, mas o mais grave pode ser a sobrecarga da porta, o sobreaquecimento dos circuitos internos e até danos irreversíveis na placa principal da televisão. Alguns utilizadores também tentam recarregar baterias externas (power banks) utilizando a porta USB da televisão. Esta prática é especialmente perigosa, pois se a televisão não conseguir regular a procura, são geradas flutuações elétricas que podem danificar tanto a porta como outros componentes internos do aparelho. Além disso, a utilização de cabos em mau estado ou acessórios sem proteção elétrica adequada pode enviar picos de tensão capazes de afetar o funcionamento da televisão.

  • Acessórios baratos e dispositivos sem certificação

Os especialistas salientam a importância de evitar a ligação de acessórios baratos ou de origem duvidosa. Entre estes encontram-se normalmente tiras LED, pequenos ventiladores USB, lâmpadas e dispositivos decorativos que, em muitos casos, não cumprem as normas elétricas mínimas. Ao não serem concebidos para respeitar os limites de segurança, podem causar problemas graves, desde curto-circuitos a danos nos circuitos internos da televisão. A falta de regulamentação e controlo de qualidade desses produtos aumenta o risco de acidentes elétricos e reduz a vida útil tanto do acessório quanto da própria televisão.

  • Dispositivos que geram calor

Certos aparelhos concebidos para gerar calor, como ventiladores com função de aquecimento, aquecedores de chávenas e almofadas térmicas USB, nunca devem ser ligados à televisão. As portas USB das televisões estão normalmente localizadas perto de circuitos sensíveis e têm uma capacidade mínima de dissipação térmica. O calor excessivo pode deformar o plástico da porta, queimar as pistas da placa interna, provocar curto-circuitos e reduzir drasticamente a vida útil dos componentes. Como regra geral, qualquer aparelho que aqueça durante o funcionamento representa um risco inaceitável para a integridade da televisão.

  • Unidades óticas externas e hubs sem alimentação própria

Ligar unidades de CD ou DVD externas através de USB também não é recomendável. As televisões não têm os controladores necessários para gerir estes dispositivos, o que pode levar a bloqueios do sistema, reinicializações espontâneas ou lentidão no funcionamento da televisão. Outro erro comum é a utilização de hubs USB sem alimentação externa. Ao ligar vários dispositivos a um hub que não tem a sua própria fonte de alimentação, toda a energia provém da porta da televisão, o que pode causar falhas intermitentes, erros de leitura em memórias externas e, finalmente, a deterioração gradual do conector USB da televisão.

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