Cientistas descobriram algo sob os glaciares da Antártida que eles nem imaginavam, com mais de 34 milhões de anos.

Embora muitos pensem que sabemos tudo o que existe na Terra, na verdade há um canto do planeta que, por razões técnicas, nunca pôde ser explorado em profundidade, mas agora, graças ao progresso técnico e também ao aquecimento global, os investigadores podem estudar mais profundamente os mistérios que a Antártida esconde. Uma das últimas descobertas foi feita por um grupo de investigadores que trabalhava numa plataforma de perfuração localizada numa das regiões mais altas e inóspitas do polo sul da Terra, que descobriu a mais de dois quilómetros de profundidade sob o gelo algo que nunca poderia imaginar.

Embora fossem apenas restos, ao levá-los para o laboratório e colocá-los sob o microscópio, descobriram que as amostras obtidas eram grãos de pólen e fragmentos de folhas, o que indica que, embora se pensasse que «isso não deveria estar lá», em algum momento no passado havia florestas nesta terra hoje congelada.

Os cientistas supõem que há cerca de 34 milhões de anos, quando a Antártida começou a se tornar uma região extremamente fria, esse lugar não era um pântano árido. Era uma paisagem com rios cercados por densas florestas. Algumas camadas mostram vestígios que coincidem com as faia e as coníferas atuais, enquanto outras indicam comunidades vegetais que já não existem em nenhum lugar da Terra.

Esta descoberta é um exemplo importante para os investigadores compreenderem melhor como o nosso planeta é capaz de mudar e transformar-se sob a influência de fenómenos climáticos que, embora não ocorram rapidamente, com o tempo podem transformar um local cheio de vida e vegetação num deserto gelado. A compreensão que estas descobertas sobre a Antártida proporcionam ajuda a imaginar o que pode acontecer no futuro, o que pode ajudar a prevenir certos eventos e preparar-nos para o que nos espera, de forma mais preparada.

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