No contexto da busca constante pela eficiência energética e economia nas despesas domésticas, os países do norte da Europa, mestres históricos na luta contra o frio extremo, chamaram a atenção. No entanto, a última tendência que atrai a atenção dos especialistas em climatização não está relacionada com sistemas complexos de automação residencial ou painéis solares de última geração, mas com um objeto do quotidiano que a maioria já tem nas prateleiras: velas.
Invenção contra o frio: o método da vasilha e da vela
Embora pareça uma solução primitiva, o conceito baseia-se num princípio físico fiável. Na Finlândia, ganhou popularidade um sistema doméstico que permite aumentar significativamente a temperatura numa pequena sala sem a necessidade de ligar o aquecimento central ou radiadores elétricos. O mecanismo consiste em colocar várias velas acesas sob um vaso de cerâmica ou barro virado. A cerâmica atua como um acumulador de calor: ela absorve o calor concentrado na chama e o libera gradualmente e uniformemente no ambiente por meio de radiação. Enquanto um radiador convencional consome uma grande quantidade de eletricidade ou gás, este método utiliza a energia térmica da combustão da cera para criar uma fonte constante de calor.
Vantagens: economia e calor na divisão

A principal razão para este fenómeno é o custo. Em comparação com o preço atual do quilowatt-hora, o custo de um pacote de velas é insignificante. Além disso, este sistema oferece vantagens adicionais que os sistemas de refrigeração a ar não podem igualar:
- Atmosfera acolhedora: proporciona uma iluminação suave que melhora o bem-estar psicológico nos meses de inverno.
- Independência energética: funciona mesmo durante cortes de energia, o que é vital em condições climáticas extremas.
- Sustentabilidade: ao usar velas de cera natural (por exemplo, de soja ou de abelha), reduz-se a pegada de carbono em comparação com os combustíveis fósseis.
Segurança e precauções
Apesar da sua eficácia para aquecer pequenos espaços ou áreas de trabalho, especialistas finlandeses e técnicos em segurança lembram que não se deve baixar a guarda. Ao trabalhar com chamas abertas, é extremamente importante colocar esses dispositivos caseiros em superfícies refratárias, mantê-los longe de cortinas e garantir uma ventilação mínima para evitar o acúmulo de gás carbónico. Este sistema não se destina a substituir completamente a infraestrutura térmica do edifício no auge do inverno polar, mas consolidou-se como uma alternativa inteligente e barata para quem deseja otimizar o conforto da sua casa sem prejudicar a sua conta bancária. Sem dúvida, esta é uma lição de que, por vezes, a solução mais inovadora é a mais simples.
