Durante décadas, as cadeiras foram as protagonistas indiscutíveis das cozinhas e salas de jantar de todo o mundo. No entanto, o mundo da decoração está em constante transformação e, em 2026, a hegemonia das cadeiras chegará ao fim, tal como prevêem os designers de interiores. Mas que elemento poderia substituir as cadeiras tradicionais, tanto a nível estético como funcional? Os bancos de obra, uma proposta que combina elegância e conforto. Tradicionalmente, são associados a casas de campo ou terraços exteriores, mas agora são reinterpretados com materiais nobres, acabamentos cuidados e linhas contemporâneas, e integram-se em casas modernas e funcionais.
O resultado são espaços que fluem em harmonia e que respondem a um estilo de vida mais relaxado e funcional. Longe de ser um simples elemento decorativo, os bancos de obra integram-se em cozinhas e salas de jantar, e até mesmo em recantos de leitura e hall de entrada. São projetados especificamente para cada espaço da casa, permitindo aproveitar ao máximo cada centímetro disponível. A nível estético, proporcionam uma sensação de continuidade muito elegante e difícil de conseguir com cadeiras convencionais.

Uma das principais razões pelas quais estão a ganhar protagonismo a passos largos é a sua estética limpa e intemporal. Estão totalmente integrados na arquitetura e, por isso, não quebram a harmonia do conjunto nem geram ruído visual. São, portanto, os melhores aliados para quem procura equilíbrio e serenidade. Os materiais desempenham um papel muito importante. Os bancos de obra podem ser revestidos com cerâmica, madeira natural ou pedra, entre outros, pelo que é muito fácil adaptá-los ao estilo decorativo de cada casa. Quando combinados com fibras naturais ou tons neutros, transmitem uma sensação de calma e sofisticação muito difícil de conseguir com cadeiras convencionais.
A nível funcional, em casas pequenas, são um recurso muito valorizado porque permitem otimizar cada espaço e ganhar amplitude visual. Os bancos de obra dispensam pernas e encostos volumosos, facilitando a circulação e liberando o passagem. Além disso, muitos dos modelos que se podem encontrar atualmente no mercado têm arrumação oculta debaixo do assento, o que reforça a ideia de uma casa mais organizada e adaptada às necessidades das famílias do século XXI. O regresso dos bancos de obra também responde à busca de autenticidade, uma das mudanças mais significativas no design de interiores dos últimos anos. Em contrapartida à produção em série de mobiliário que dominou o mercado durante várias décadas, o feito à medida está a ganhar valor. Neste contexto, cada banco é único e conta uma determinada história. O seu material, forma e acabamento adaptam-se com precisão à arquitetura, tornando-se assim uma peça que define o caráter da casa e o estilo de vida de quem nela habita.
