Adeus ao aspirador robô. Este moderno eletrodoméstico transforma a forma de limpar a casa

Robôs com braços articulados estão a transformar a indústria, melhorando a precisão e a eficiência em diversas tarefas. Por mais de dez anos, os aspiradores robóticos representaram o principal símbolo de inovação no lar. No entanto, o setor tecnológico evolui a grande velocidade e já começam a surgir dispositivos que procuram deixar para trás as restrições dos modelos tradicionais.

O avanço vai muito além de uma simples melhoria na aspiração: trata-se de fornecer soluções completas que incluem limpeza exaustiva, interação inteligente com o espaço e um nível de independência realmente avançado.

Robôs com braços móveis: a importante transformação

Um dos principais problemas dos atuais aspiradores robóticos é que eles não conseguem mover objetos nem contornar obstáculos complexos. De acordo com o relatório da Consumer Technology Association, os novos modelos incorporarão braços robóticos com vários eixos de movimento, capazes de levantar roupas, mover cadeiras e limpar debaixo dos móveis sem ajuda.

A chave está na combinação de hardware avançado e software inteligente, que permitirá que o robô aprenda com a casa e aja com precisão sem supervisão constante. Alguns exemplos são:

  • Roborock Saros Z70: apresentado na feira CES, integra um braço de cinco eixos e sensores 3D para interagir com o ambiente. Este avanço torna o robô mais do que um aspirador: transforma-se num verdadeiro assistente que organiza e limpa.
  • X50 Ultra da Dreame: exibido na CES, desdobra as pernas para superar obstáculos e evitar que o utilizador tenha de intervir.
  • J15 Max Ultra da Eureka: com visão infravermelha para detetar manchas líquidas invisíveis a olho nu.

Além disso, estes dispositivos poderão realizar tarefas adicionais, como recolher brinquedos, arrumar objetos e até colaborar na cozinha. De acordo com a Robotics Business Review, esta tendência marcará o início de uma nova categoria: robôs domésticos multifuncionais. Para Álvaro Martínez, diretor de relações públicas da Roborock, «o objetivo é claro: que o utilizador intervenha o mínimo possível». Esta frase resume a filosofia por trás da nova geração de robôs inteligentes.

Robôs com inteligência artificial e uma casa mais otimizada

A visão 3D permitirá mapear a casa com precisão milimétrica, evitando erros comuns como colidir com móveis ou aspirar elementos delicados. Além disso, a IA aprenderá hábitos: saberá quando há mais movimento na casa e programará limpezas em horários ideais. A inteligência artificial será o coração desta evolução. De acordo com a Associação Europeia de Robótica, os novos sistemas usarão modelos de visão-linguagem (VLM) para reconhecer objetos, interpretar ordens e decidir o que limpar primeiro. Isto significa que o robô não só evitará cabos ou líquidos, mas também dará prioridade às áreas mais sujas. Outra novidade é a integração com assistentes virtuais e sistemas domóticos. De acordo com a Smart Home Research, estes robôs poderão coordenar-se com luzes, fechaduras e eletrodomésticos para otimizar a energia e a segurança.

Soluções ecológicas e tecnologia avançada nos robôs do futuro

Nem tudo será robótica avançada: também crescem as soluções ecológicas e multifuncionais. De acordo com o Instituto de Inovação Doméstica, os dispositivos do futuro combinarão aspiração, esfregamento, esterilização UV e purificação do ar num único equipamento. Isto reduz o consumo de energia e a necessidade de produtos químicos. Outra tendência são os sistemas modulares: aparelhos que se adaptam a diferentes superfícies e tarefas por meio de acessórios intercambiáveis. Isso evita ter vários dispositivos e simplifica a manutenção.

Além disso, os carregadores solares integrados estão a tornar-se populares, ideais para casas que procuram reduzir a sua pegada de carbono. Alguns protótipos já incluem painéis solares dobráveis que permitem recarregar o robô sem depender da rede elétrica. O Roborock Saros 10R, por exemplo, incorpora o sistema StarSight™ 2.0, que substitui os sensores a laser por tecnologia 3D de tempo de voo (ToF) e câmaras RGB impulsionadas por IA. Isto permite uma cartografia precisa e uma deteção de obstáculos sem precedentes. A Samsung também se junta a esta tendência com o seu Bespoke Jet Bot Combo™, que utiliza IA avançada para reconhecer objetos e manchas, além de incorporar limpeza a vapor para eliminar a sujidade difícil. De acordo com a Samsung Electronics, esta tecnologia «reduz a intervenção do utilizador numa variedade de ambientes».

Empresas e modelos líderes em tecnologia de limpeza robotizada

O futuro da limpeza está em várias mãos: de acordo com o relatório da Mordor Intelligence, as principais empresas do setor são a iRobot, Roborock, Ecovacs, Samsung, LG e Narwal, todas com desenvolvimentos orientados para a automação total. O aspirador robô tradicional poderá ser substituído por assistentes domésticos multifuncionais, capazes de limpar, arrumar e até interagir com outros dispositivos da casa. A tendência é clara: menos gadgets isolados e mais ecossistemas conectados.

A Narwal apresentou na CES a sua série Flow, com inovações como o sistema de esfregar FlowWash e a tecnologia Deep Carpet Boost, que duplica a taxa de recolha em relação ao padrão da indústria. A Ecovacs, por sua vez, lançou o Deebot X8 Pro Omni, com um design de esfregonas giratórias que aplicam 4.000 Pa de pressão para uma esfregagem profunda. A Brain Corp, líder em robótica autónoma, desenvolve a maior frota mundial de robôs de limpeza para ambientes comerciais, o que antecipa que muitas dessas tecnologias chegarão em breve às residências. E no segmento premium, a Tesla avança com o seu robô humanóide Optimus Gen2, capaz de realizar tarefas domésticas como limpar e arrumar objetos, de acordo com dados da Evolupedia.

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