A descoberta de um fóssil até então desconhecido de um dinossauro no sudeste da Austrália torna-se uma das descobertas arqueológicas mais significativas das últimas décadas, pois fornece evidências concretas que obrigam a rever o que se sabia sobre a distribuição e evolução dos grandes predadores do período Cretáceo. Os restos mortais pertencem a um dinossauro gigante e são a primeira confirmação desta espécie no continente australiano.
A descoberta baseia-se em fósseis cuja idade é estimada em 108-121 milhões de anos, o que torna este espécime o megaraptorídeo mais antigo conhecido até hoje. A pesquisa, publicada numa revista científica especializada, abre novos caminhos para a análise da fauna pré-histórica do hemisfério sul. Redução do tempo de trabalho. Com esses dados, os especialistas começaram a repensar a história evolutiva dos grandes animais carnívoros que dominavam Gondwana, o supercontinente que incluía os territórios da Austrália, América do Sul e Antártida atuais.
A descoberta que reescreve a história dos dinossauros
A investigação baseou-se na análise de cinco fósseis de dinossauros terópodes encontrados na costa do estado de Victoria. Os restos mortais provêm de duas formações geológicas importantes: Strzelecki, na costa de Bass Coast, e Eumeralle, na região de Otway Coast, ambas pertencentes ao período Cretáceo Inferior.

Este padrão contradiz o que foi observado noutros continentes, onde os carcarodontossauros geralmente ocupavam uma posição dominante como os maiores animais carnívoros. Na Austrália, a hierarquia parecia ser inversa, o que ressalta a singularidade do ecossistema pré-histórico dessa região. Dois dos fósseis analisados estão entre os mais antigos megaraptorídeos registrados, o que levou os pesquisadores a rever a origem e a distribuição desse grupo na árvore evolutiva dos dinossauros carnívoros.
Fóssil desconhecido de dinossauro: por que ele dá pistas sobre a conexão perdida entre dois continentes
Além do tamanho e da antiguidade, esta descoberta fornece pistas importantes sobre a ligação entre os massivos terrestres no hemisfério sul. A análise mostra que, no período Cretáceo Inferior, a Austrália e a América do Sul estavam ligadas através da Antártida, o que facilitava a migração das espécies.
Um desafio pré-histórico para os investigadores
O ecossistema do período Cretáceo australiano representa um desafio constante para a paleontologia, uma vez que não repete os padrões observados em outros continentes. Nessa situação, os megaraptóreos ocupavam uma posição dominante, enquanto outros grandes animais carnívoros permaneciam em segundo plano.
