A que temperatura congelam os canos da casa: a técnica para evitar que os radiadores explodam

Com a chegada das frentes polares, a integridade das instalações domésticas torna-se uma prioridade tecnológica. Existe a crença generalizada de que os canos correm perigo quando o termómetro marca 0 °C, o ponto de congelamento da água pura. No entanto, do ponto de vista da engenharia térmica, a realidade é mais complexa. O congelamento de um cano não depende apenas da temperatura ambiente, mas de um fenómeno de transferência de calor em que intervêm a localização, o material do conduto e o tempo de exposição ao frio extremo.

Em condições normais, o «limiar de alerta» para instalações domésticas situa-se, na verdade, nos -6 °C (20 °F). É a partir desta temperatura que o calor residual do interior da habitação e o isolamento das paredes deixam de ser suficientes para contrariar a perda térmica da água estagnada. No entanto, em zonas com ventos fortes, o fator de arrefecimento pode acelerar este processo mesmo com temperaturas ligeiramente superiores. Compreender este limite é vital para evitar o pior cenário possível: a ruptura por pressão hidráulica, uma falha que pode comprometer as fundações e a eletrónica da habitação.

1. Por que razão os canos rebentam?

Contrariamente à lógica popular, o cano não rebenta no ponto exato onde se forma o tampão de gelo. Ao congelar, a água aumenta o seu volume em aproximadamente 9%. Este aumento desloca a água líquida restante para as torneiras fechadas, criando uma pressão hidrostática massiva no trecho confinado. Quando a pressão ultrapassa a resistência à tração do material (seja cobre, PVC ou multicamadas), a tubagem cede e rebenta. Por isso, é mais comum encontrar rupturas em cotovelos ou junções distantes do ponto de congelamento inicial, onde a acumulação de pressão é crítica.

2. Materiais e vulnerabilidade

O comportamento térmico varia drasticamente de acordo com o hardware da sua instalação: Tubos de cobre: são excelentes condutores térmicos, o que os torna muito vulneráveis ao frio exterior, mas a sua ductilidade permite-lhes suportar certas deformações antes de se fraturarem. PVC e PEX (polietileno): têm uma condutividade térmica muito menor, atuando como isolantes naturais. O PEX, em particular, é o material mais resiliente em 2026, pois a sua elasticidade permite que ele se expanda com o gelo e recupere a sua forma original sem quebrar. Localização crítica: Os dutos que passam por câmaras de ar, garagens ou sob o solo externo são os primeiros a atingir o ponto de congelamento.

3. Como evitar o congelamento sem gastar energia

Se a temperatura cair abaixo de -6 °C, o protocolo de prevenção mais eficiente é puramente mecânico. O truque de deixar uma torneira pingando levemente não visa evitar que a água congele pelo movimento (o fluxo é muito lento para isso), mas sim aliviar a pressão hidrostática. Ao permitir que a água escape, a pressão gerada pela expansão do gelo não tem onde se acumular, evitando que o tubo atinja o seu ponto crítico de ruptura. Além disso, o uso de capas de espuma de polietileno de célula fechada pode retardar o congelamento por várias horas, ganhando tempo até o sol nascer.

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