A descoberta do século: escavaram uma cidade inteira, 3500 anos mais antiga que Machu Picchu

Recentemente, foi descoberto um local impressionante onde viveram os antepassados, e é uma verdadeira maravilha. A descoberta arqueológica abalou a história do continente. Na costa do Oceano Pacífico, foi descoberta uma cidade perdida com mais de 3500 anos, e os especialistas afirmam que ela é muito mais antiga do que a famosa Machu Picchu. Este local, chamado Penico, representa uma complexidade que contradiz a ideia de que as sociedades desenvolvidas surgiram com os incas. O que os arqueólogos descobriram abre uma nova janela para a compreensão de como os primeiros centros urbanos do continente foram organizados.

A cidade que desafia as teorias

Peñico foi descoberta na parte centro-norte. Lá existia uma sociedade desenvolvida, capaz de construir pirâmides, praças circulares e enormes plataformas, mantendo ao mesmo tempo ligações com os diferentes ecossistemas do país. Os investigadores afirmam que a cidade servia como um centro estratégico entre a costa, os Andes e a Amazônia. Esse intercâmbio parece ter desempenhado um papel decisivo no desenvolvimento da civilização de Caral, considerada a mais antiga. Essa ligação cultural foi fundamental para compreender como se desenvolveram as primeiras formas de organização social complexa sem a necessidade de criar grandes impérios.

A antiguidade de Penico supera a de Machu Picchu

Machu Picchu foi construída no século XV e tornou-se um símbolo global do mundo inca. Penico, por outro lado, prosperou entre 1800 e 1500 a.C., o que a torna milhares de anos mais antiga e uma das cidades mais antigas descobertas em todo o território. Esta descoberta mostra que as sociedades primitivas não apenas coexistiram com culturas de outros continentes, mas também desenvolveram, em isolamento, o seu próprio urbanismo monumental.

O misterioso edifício B2 e os pututus do poder

Um dos elementos mais impressionantes deste local é o componente arquitetónico conhecido como B2. Os arqueólogos descrevem este edifício como um grande complexo público, no qual foram encontrados relevos de pututus, instrumentos de concha usados para cerimónias religiosas e convocatórias da comunidade. O som dos pututus era ouvido a grande distância e era um símbolo de poder e autoridade. Os objetos encontrados neste local testemunham uma sociedade organizada com uma forte inclinação ritualística.

Como chegar a Penico

É fácil chegar a Penico, basta seguir pela rodovia Panamericana Norte até aproximadamente o quilómetro 184 e depois virar na estrada que liga Caral e Ambar. Depois de percorrer cerca de 23 quilómetros, chegará à localidade de Caral. A partir daí, basta percorrer mais 34 quilómetros em direção ao vale para finalmente chegar ao sítio arqueológico de Penico.

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