A descoberta do milénio. Moedas e barras de ouro encontradas num campo cultivado pertencem a um único país

A descoberta arqueológica surpreende o mundo pela sua magnitude e pela antiguidade do tesouro escondido debaixo da terra. Um grupo de especialistas em arqueologia europeia confirmou a descoberta de um conjunto antigo de objetos de ouro numa zona rural perto da cidade de . A descoberta foi feita após trabalhos sistemáticos de exploração e estudo das camadas subterrâneas, que permitiram descobrir objetos metálicos escondidos durante um longo período de tempo. De acordo com informações do Museu e Galeria, os objetos encontrados — entre os quais moedas antigas e pequenos lingotes — fornecem informações importantes sobre a colonização celta da Europa Central.

Os especialistas salientaram que a descoberta é notável não só pela sua importância histórica, mas também pelo seu excelente estado de conservação, o que facilitará futuras investigações sobre a dinâmica económica e cultural das comunidades que habitaram esta região há séculos. Os especialistas do Instituto Arqueológico da Academia das Ciências indicaram que a próxima fase da investigação se concentrará na análise isotópica do material. Esses testes permitirão determinar se o ouro foi extraído de jazidas locais ou chegou à região através de antigas redes comerciais, o que dará novas pistas sobre as rotas comerciais e a organização económica das comunidades que habitavam essa área.

Ouro encontrado: como o tesouro foi descoberto

A descoberta não aconteceu da noite para o dia e não foi resultado de um acaso. Alguns anos antes de a descoberta ser tornada pública, um amador de detectores de metais encontrou um pequeno fragmento que chamou a atenção dos especialistas. Era uma antiga moeda de ouro, cujo estilo permitiu datá-la aproximadamente no século II a.C. Essa primeira pista levou os arqueólogos profissionais a começarem a estudar a região com mais atenção. Esta zona, atualmente utilizada para fins agrícolas, foi sujeita a uma intervenção gradual e controlada, tendo em conta os ciclos de cultivo das culturas agrícolas. À medida que as escavações avançavam, começaram a aparecer neste local conjuntos muito mais extensos e complexos de objetos metálicos.

Os especialistas acreditam que o tesouro pode ter sido enterrado intencionalmente, seja para proteger a riqueza, seja como parte de rituais relacionados com crenças antigas. Durante os trabalhos, também foram encontrados restos de animais e ferramentas metálicas, o que confirma a hipótese de que este local tinha uma finalidade cerimonial ou comercial.

Moedas, lingotes e peças únicas de ouro encontradas

O museu e a galeria explicaram que neste local se concentra uma quantidade excepcional de pequenos objetos, mas com grande valor histórico. Entre eles predominam moedas de ouro e prata, embora também tenham sido encontrados lingotes, fragmentos de pulseiras, brincos e escamas de ouro bruto. O diretor da instituição destacou que muitos dos objetos estão em excelente estado, o que permitirá realizar pesquisas detalhadas sobre sua origem e uso. As imagens mostram símbolos de animais e motivos solares, característicos da cultura celta, que vivia na Europa Central.

Pontos-chave desta descoberta surpreendente:

  • Mais de 500 moedas de ouro e prata, muitas das quais com iconografia celta.
  • Lingotes e fragmentos de ouro bruto, bem como pequenas joias pessoais.
  • Imagens de cavalos, javalis, sóis e divindades, gravadas com grande detalhe.
  • Influência visível da cultura helenística, com retratos e motivos de origem grega.

O que mostram as pesquisas científicas sobre a origem do ouro

Especialistas do Instituto Arqueológico da Academia das Ciências indicaram que as próximas etapas da análise se concentrarão em testes isotópicos avançados. Essas pesquisas permitirão determinar se o ouro é proveniente de minas locais ou se chegou à região por antigas rotas comerciais de longa distância. A determinação da origem do metal ajudará a compreender melhor o grau de ligação das comunidades celtas com outros povos da Europa. Segundo os investigadores, esta descoberta oferece uma oportunidade única para estudar mais profundamente a dinâmica económica, cultural e ritual de uma fase crucial da história do continente.

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