Microagulhamento capilar: qual é a eficácia do tratamento que promete impedir a queda de cabelo

Os especialistas explicam como funciona a aplicação de agulhas finas no couro cabeludo e quais são os principais aspetos a ter em conta A procura de soluções para o tratamento da queda de cabelo levou ao surgimento de vários métodos de tratamento na área da dermatologia estética. Nos últimos anos, a terapia com microagulhas tornou-se popular como um método não cirúrgico que promete melhorar a densidade e a qualidade do cabelo. Esta técnica, que utiliza microagulhas para estimular a regeneração do couro cabeludo, despertou o interesse de pacientes e especialistas em casos de alopecia androgénica. Os especialistas entrevistados pela GQ analisam detalhadamente como funciona a terapia com microagulhas para o cabelo, quais são as suas vantagens e limitações.

Microagulhamento capilar: uma alternativa no combate à queda de cabelo

O microagulhamento capilar está a tornar-se uma alternativa cada vez mais popular para quem deseja parar a queda de cabelo e estimular o seu crescimento. De acordo com os dermatologistas entrevistados pela GQ, embora este procedimento não seja a solução definitiva para o problema da calvície, ele representa uma opção adicional, respaldada pela experiência clínica e por estudos recentes, especialmente em casos de alopecia androgénica. Durante o procedimento, são utilizadas pequenas agulhas cirúrgicas que criam microcanais no couro cabeludo. Isso estimula o processo natural de cicatrização e promove a produção de colagénio na área tratada. Como explicou James Kilgore, dermatologista de Sacramento, essa ação aumenta a liberação de fatores de crescimento e aumenta o fluxo sanguíneo, o que contribui para a ativação das células-tronco ao redor do folículo capilar.

Este método reativa os folículos em estado de repouso e facilita a absorção de agentes locais, como o minoxidil e a plasma rica em plaquetas (PRP), aumentando a sua eficácia potencial. De acordo com Michelle Green, dermatologista de Nova Iorque, entrevistada pela revista GQ, os efeitos secundários são geralmente mínimos, como um ligeiro vermelhidão, inchaço ou desconforto, que desaparecem em pouco tempo. Uma revisão publicada mostrou que este procedimento pode aumentar significativamente a quantidade de cabelo em comparação com o uso apenas de 5% de minoxidil para aplicação local. Os maiores benefícios foram observados quando ambos os tratamentos foram combinados.

Opinião dos especialistas

James Kilgore enfatizou que a terapia com microagulhas funciona melhor quando combinada com minoxidil ou PRP. «Quando combinada com PRP, minoxidil ou outros produtos tópicos para o crescimento do cabelo, ela intensifica os resultados, melhorando a absorção e estimulando a atividade folicular por vários canais», disse o dermatologista à revista GQ.

As melhorias podem variar em termos de volume, espessura e condição geral do cabelo.

Por sua vez, Michelle Green destacou a utilidade do tratamento com microagulhas para o cabelo como parte de uma estratégia abrangente, embora tenha alertado que ele não substitui os métodos tradicionais de tratamento da queda de cabelo, como os medicamentos orais. «Pode ser combinado com outros tratamentos — orais, tópicos ou ambulatoriais — para prevenir a queda de cabelo e estimular o seu crescimento», disse a especialista à GQ. Ambos os especialistas concordam que a terapia com microagulhas não é um remédio milagroso e não elimina a causa genética da calvície. «Ela pode ajudar a retardar a queda de cabelo, mas não é uma mudança permanente que interrompe o processo genético», alertou Kilgour. A sua principal função é retardar a progressão da queda de cabelo, e não oferecer uma solução definitiva.

Perfil do paciente e considerações económicas

As principais vantagens do procedimento incluem a sua mínima invasividade, baixo risco de complicações e efeitos colaterais mínimos. No entanto, ele não elimina a causa genética da queda de cabelo e não garante resultados a longo prazo, se não for acompanhado por uma abordagem abrangente. Para obter o máximo efeito, é necessária persistência e combinação com outros métodos de tratamento. O perfil ideal corresponde a homens com alopecia androgénica, embora outras formas de queda de cabelo também possam beneficiar do tratamento com microagulhas. Os especialistas recomendam realizar pelo menos três sessões com intervalos de um mês para notar uma melhoria. O uso de PRP ou soros tópicos pode aumentar o custo total.

A decisão de optar por este procedimento requer dedicação e acompanhamento por parte de um especialista experiente. «Para homens que se dedicam a uma rotina específica e desejam otimizar os seus resultados sem recorrer diretamente a medicamentos ou procedimentos, a terapia com microagulhas é um excelente ponto de partida», afirmou James Kilgore. Aqueles que já estão a fazer tratamento médico para queda de cabelo podem encontrar na terapia com microagulhas um complemento que otimiza e intensifica a recuperação capilar, de acordo com especialistas entrevistados pela GQ.

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