Em 2018, uma equipa de investigadores encontrou uma série de vértebras de dimensões colossais. Estima-se que os exemplares adultos chegavam a medir mais de 12 metros Um fóssil marinho datado de 56 milhões de anos permitiu à comunidade científica reconstruir a existência de cobras gigantes pré-históricas capazes de atingir tamanhos extremos e ocupar um papel dominante nos ecossistemas oceânicos. A descoberta está associada à espécie extinta Palaeophis colossaeus, considerada a maior cobra marinha conhecida.
Os investigadores analisaram várias vértebras fósseis de dimensões excecionais. Estes restos, claramente superiores aos de qualquer cobra viva, permitiram estimar um comprimento entre 8 e mais de 12 metros, um número inédito em répteis marinhos. A análise situa a Palaeophis colossaeus durante o Eoceno, um período caracterizado por mares muito mais quentes do que os atuais. Esta circunstância ambiental é fundamental para explicar o gigantismo do animal e a abundância de grandes predadores marinhos nessa etapa da história geológica.
Um superpredador de mares desaparecidos

Os investigadores sustentam que esta cobra habitava um mar tropical pouco profundo que cobria grandes áreas do atual Saara. Era um ambiente marinho estável e produtivo, capaz de sustentar espécies de grande porte adaptadas à vida aquática. Embora não tenham sido encontrados restos do crânio, o estudo sugere que, se possuísse uma estrutura craniana flexível, a serpente poderia ter ingerido presas de grande volume. Esta hipótese abre a possibilidade de que a sua dieta incluísse tubarões primitivos, peixes grandes e até répteis marinhos semelhantes a crocodilos.
Estas características tornam o Palaeophis colossaeus um claro predador de topo, com capacidade para dominar a cadeia trófica marinha. O seu tamanho teria dissuadido outros caçadores e permitido explorar uma ampla variedade de recursos alimentares. A comparação com as espécies atuais reforça a singularidade da descoberta, já que nenhuma cobra marinha viva hoje ultrapassa os três metros de comprimento. Esse contraste ressalta como as mudanças climáticas ao longo de milhões de anos transformaram os oceanos e limitaram o surgimento de répteis marinhos de dimensões colossais.
