Dois sinais de trânsito muito semelhantes têm significados diferentes. Saiba como distingui-los e evite erros que podem resultar em multas e situações de risco.
À primeira vista, parecem praticamente iguais: fundo azul, uma seta branca e uma indicação de direção. No entanto, os sinais H3 e D1c têm significados muito diferentes e continuam a provocar erros frequentes nas estradas portuguesas. Em causa está uma distinção simples, mas que pode evitar multas, acidentes e situações de risco.
O problema não é apenas teórico. A má interpretação destes sinais está entre os erros mais comuns na condução urbana, sobretudo em cruzamentos e zonas de trânsito condicionado.
O que diz o Código da Estrada

Ignorar um sinal de obrigação, como o D1c, é uma contraordenação grave. De acordo com o Código da Estrada, este tipo de infração pode resultar em coima elevada e perda de pontos na carta de condução.
Já uma má interpretação do H3 pode levar a entrar numa rua em sentido contrário, criando situações de perigo real, sobretudo em zonas urbanas com tráfego intenso e pouca visibilidade.
Em ambos os casos, o risco vai muito além da multa: está em causa a segurança de todos os que circulam na via.
O que indica cada sinal
O H3 é um sinal de informação. Serve para indicar que a via tem sentido único, ou seja, que o trânsito circula apenas numa direção. Não impõe qualquer manobra ao condutor; limita-se a descrever a configuração da rua.
Já o D1c é um sinal de obrigação. Indica sentido obrigatório em frente, o que significa que, na interseção seguinte, não é permitido virar à esquerda nem à direita, salvo se existir sinalização complementar a permitir essas manobras.
A diferença prática é clara: um informa, o outro impõe.
A pista está no formato

O segredo para não os confundir está na forma geométrica:
- Sinais quadrados ou retangulares transmitem informação
- Sinais circulares indicam obrigações ou proibições
Esta regra está definida no Regulamento de Sinalização do Trânsito e aplica-se a toda a sinalização rodoviária. Mesmo que o desenho interior seja semelhante, o formato do sinal muda completamente o seu valor legal.
Conduzir bem também é saber interpretar
A sinalização não existe apenas para cumprir formalidades. Cada sinal foi desenhado para transmitir uma mensagem específica e proteger quem circula na estrada. Saber distingui-los é uma parte essencial da condução responsável.
Num contexto em que o trânsito é cada vez mais complexo, pequenos detalhes fazem uma grande diferença. E, neste caso, podem evitar uma infração, um susto — ou algo bem mais grave.
Um erro mais comum do que parece

Dados de entidades ligadas à formação e à mobilidade rodoviária mostram que a confusão entre estes sinais surge com frequência nos exames de condução — e não desaparece depois de obtida a carta.
A rotina, a pressa e a atenção reduzida levam muitos condutores experientes a ignorar o detalhe mais importante: o formato do sinal.
Uma regra simples ajuda a evitar erros: o quadrado informa, o círculo obriga.
