10 dicas para viajar com animais de estimação neste verão

A maneira de planear viagens durante o verão mudou. Quais controlos, certificados e precauções permitem minimizar riscos e garantir uma viagem agradável para famílias multiespécies, de acordo com especialistas consultados pelo O turismo com animais de companhia já não é uma exceção na Argentina. Viajar com animais de estimação tornou-se uma tendência que transforma a forma de organizar as férias e põe à prova tanto a logística como o sentido de responsabilidade dos tutores. Os requisitos para o transporte e o bem-estar dos animais estão no centro da agenda.

1. Consulta veterinária e saúde em dia

Marcelo Zysman, médico veterinário, alertou em conversa com o Infobae: “Um check-up geral é muito importante. É preciso garantir que a saúde do animal permite o transporte. Vacinas e vermifugação em dia”. A administração de tranquilizantes ou sedativos deve ser avaliada com o profissional: “Consulte nessa consulta, se achar conveniente, o uso de tranquilizantes ou sedativos; não se automedique”, acrescentou.

Omar Robotti, médico veterinário etólogo, destacou a necessidade de consultar se o país de destino exige um plano sanitário especial ou chip de identificação. «O mais importante antes de viajar com um animal é consultar o médico veterinário para um controlo de saúde e atualizar o plano sanitário, solicitando um certificado de boa saúde», afirmou em conversa com o Infobae.Pode interessar-lhe:7 dicas para viajar com cães e gatos, segundo os especialistasO certificado de vacinação antirrábica é obrigatório para viagens dentro do país

2. Documentação e requisitos legais

A documentação é fundamental para evitar inconvenientes durante a viagem. Para viagens dentro da Argentina, é exigido o certificado de vacinação antirrábica para cães e gatos com mais de três meses, emitido por um veterinário registrado. O certificado de saúde só é obrigatório para animais que viajam como carga em voos domésticos. Em viagens internacionais, é necessário solicitar o Certificado Veterinário Internacional (CVI) no Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (SENASA) e cumprir os requisitos do país de destino, que podem incluir testes de anticorpos contra a raiva e tratamentos antiparasitários. Além disso, para entrada temporária ou trânsito internacional, deve ser apresentado o CVI ou o passaporte veterinário europeu com a vacinação antirrábica válida. A apresentação da documentação pode ser exigida por empresas de transporte ou autoridades de controlo.

3. Identificação visível e microchip

A identificação é uma precaução essencial. Além do microchip, recomenda-se colocar uma placa com o número de telefone e o código de área. Isso permite uma localização rápida em caso de extravio. Em carros, a legislação da província de Buenos Aires proíbe que os animais viajem soltos e sugere arneses, transportadoras ou barreiras homologadas. Planear as férias com o seu cão ou gato requer mais do que apenas fazer as malas. Desde a documentação obrigatória (CVI e vacinas) até à segurança no transporte para evitar multas e acidentes, partilhamos um guia completo com as recomendações de especialistas veterinários. Siga estas dicas para garantir uma viagem agradável e sem stress para toda a família.

4. Segurança no transporte

A segurança durante a viagem requer sistemas de fixação adequados. Para cães, existem cintos especiais e, para gatos, a transportadora deve ser firme e ventilada. Walter Comas, diretor de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, alertou que “nunca se deve deixar um cão ou gato sozinho dentro do carro, mesmo que seja por poucos minutos. A temperatura interior pode aumentar rapidamente e provocar um golpe de calor potencialmente mortal». Fazer paragens frequentes, oferecer água e manter a ventilação são medidas recomendadas.

5. Alimentação: rotina e prevenção de problemas digestivos

Manter a rotina alimentar é fundamental para evitar distúrbios digestivos. O Instituto Científico Waltham Petcare destacou que uma dieta equilibrada é o fator mais relevante para a saúde animal. A última refeição deve ser dada três ou quatro horas antes da viagem e sugere-se levar água de casa ou mineral engarrafada para evitar mal-estares devido à mudança de composição. Zysman aconselhou montar um kit de viagem: “Leve a tigela de comida e água habituais. Além disso, se tiver o tapete de descanso dele. O cheiro de casa nos seus objetos dá-lhes segurança”, explicou. Se a comida habitual não puder ser encontrada no destino, é aconselhável levar as porções calculadas mais 10% a mais. Robotti recomendou adicionar duas ou três rações extras para cobrir possíveis atrasos.

6. Prática prévia de viagens curtas

Se o animal de estimação não estiver habituado ao carro, convém fazer viagens curtas nos dias anteriores para associar a viagem a uma experiência positiva. Isso ajuda a reduzir o stress e facilita a adaptação.

7. Habituação à transportadora e viagem de avião

Em viagens aéreas, a habituação à transportadora deve começar semanas antes. O uso de feromonas pode ser útil se recomendado pelo veterinário. Algumas companhias aéreas permitem o transporte de cães e gatos pequenos na cabine, desde que cumpram os requisitos de peso, tamanho e documentação sanitária.

8. Prevenção de doenças de acordo com o destino

A viagem pode expor cães e gatos a doenças pouco frequentes no seu local de origem. Em zonas quentes ou selvagens, a leishmaniose é uma das ameaças mais relevantes, especialmente em Misiones, Formosa, Corrientes, Santiago del Estero, Salta, Chaco e Entre Ríos. O uso de coleiras repelentes com deltametrina durante um ano oferece proteção eficaz.

9. Vacinação e calendário sanitário atualizado

Durante o verão, aumenta a circulação da tosse dos canis, uma infecção respiratória muito contagiosa. Manter o calendário de vacinação atualizado e consultar um médico em caso de sintomas respiratórios é fundamental para evitar complicações.

10. Identificar um veterinário no destino e não se automedicar

Ter o contacto de um veterinário no local de férias permite resolver emergências. Os especialistas destacam a importância de evitar a automedicação em qualquer circunstância.

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