Arqueólogos revelam o conteúdo de um antigo vaso grego e mudam tudo o que sabemos sobre a história

Os especialistas analisaram os restos que datam de cerca de 520 anos antes de Cristo. Uma equipa de arqueólogos revelou o conteúdo de um antigo vaso de cobre encontrado num santuário grego há várias décadas. Os investigadores da Sociedade Química Americana que analisaram esses resíduos publicaram na quarta-feira, 30 de julho, o resultado do seu trabalho no Journal of the American Chemical Society.

Descoberta: o que continha o antigo vaso grego

No interior do vaso havia vários frascos de bronze que continham um resíduo pegajoso, mas posteriormente várias equipas diferentes analisaram o resíduo e não conseguiram confirmar a identidade dessa substância. Revelaram o conteúdo de um antigo vaso grego. Inicialmente, os investigadores suspeitaram que se tratava de uma mistura de gorduras, óleos e ceras de abelha, no entanto, técnicas analíticas modernas determinaram que se trata de mel.

Graças a técnicas analíticas modernas, descobriram que esse resíduo antigo tinha uma composição química quase idêntica à da cera de abelha e do mel modernos. Assim, a composição química do resíduo continha proteínas de geleia real, que são secretadas pela abelha ocidental.

Antigo vaso grego: para que usavam o mel

O mel é uma substância importante no mundo antigo, pois era deixado em templos como oferenda aos deuses ou enterrado junto aos mortos. No interior do vaso antigo encontrava-se mel de abelha. «Os resíduos antigos não são apenas vestígios do que as pessoas comiam ou ofereciam aos deuses; são ecossistemas químicos complexos», afirmou a investigadora Luciana da Costa Carvalho. Por sua vez, a especialista precisou que estudá-los revela como essas substâncias mudaram com o tempo, “o que abre as portas para futuros estudos sobre a atividade microbiana antiga e suas possíveis aplicações”.

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