Adeus às luzes LED, as lâmpadas de nova geração já chegaram: consomem menos e a sua luz é mais parecida com a do sol

Mal nos habituámos a trocar as velhas lâmpadas de filamento por LED e a indústria está prestes a dar o salto para uma nova tecnologia. Isto indica que o reinado do díodo convencional foi intenso, mas curto. No entanto, não pense que esta mudança geracional se resume a poupar alguns cêntimos na conta da luz ou a trocar uma lâmpada por outra.

A mudança é muito mais profunda, pois estamos a passar de iluminar as nossas casas com pontos de luz concentrados para fazê-lo com superfícies vivas. Por esta razão, a lâmpada, tal como a conhecemos, está prestes a desaparecer.

Luz em formato de papel

É importante referir que uma lâmpada LED normal é um ponto de luz intenso que necessita de dissipadores de calor e de uma estrutura rígida para funcionar sem queimar. A tecnologia OLED (díodos orgânicos emissores de luz) joga noutra liga.

Utiliza materiais orgânicos que brilham por si próprios ao receberem eletricidade, o que permite criar painéis tão finos como um cartão. Imagine um candeeiro que pode dobrar com as mãos ou uma parede que emite luz própria sem necessidade de instalar apliques ou plafonetes.

Ao eliminar as estruturas rígidas, a luz deixa de ser um objeto estranho para se integrar diretamente nos materiais. Com esta tecnologia, acabaram-se os aparelhos pesados pendurados no teto; agora a iluminação tem a espessura de uma folha de papel.

O mais parecido com ter o sol em casa

Certamente já reparou que a iluminação LED às vezes cansa a vista, gera sombras muito duras ou tem aquele tom artificial que não convence. O OLED resolve isso de raiz. Ao emitir a partir de toda a superfície e não de um foco concentrado, a luz é uniforme, suave e não ofusca, independentemente do ângulo de visão. Esta tecnologia reduz drasticamente a famosa luz azul, replicando o espectro solar quase na perfeição. É uma iluminação «amigável» que não interfere com os ciclos de sono nem cansa os olhos no final do dia. Ao utilizar esta tecnologia nas lâmpadas, passaremos de uma luz funcional para uma luz saudável.

Há um dado que costuma ser esquecido, mas que afeta o seu bolso: o calor é o inimigo número um da eletrónica. Enquanto as lâmpadas antigas queimavam ao toque e os LEDs atuais aquecem na parte traseira, os painéis OLED funcionam a frio, operando sempre abaixo dos 40 graus. Isto tem duas vantagens imediatas. Primeiro, não desperdiça energia aquecendo a divisão em pleno agosto. Segundo, a durabilidade do sistema dispara. Ao não sofrer stress térmico, a vida útil destes painéis ultrapassa as 50 000 horas de uso real.

Esta versatilidade abriu um mercado milionário que vai muito além da decoração doméstica. Já se vêem carros de gama alta com luzes traseiras ultrafinas e assinaturas luminosas impossíveis de fabricar com LEDs convencionais. Ou espelhos inteligentes, frigoríficos e janelas que usam a própria iluminação para mostrar dados meteorológicos ou notícias. A luz deixa de ser um acessório externo para se fundir com os objetos: a sua roupa, os móveis da cozinha ou o painel do carro passam a ser a fonte de iluminação.

Estamos perante uma inevitável mudança geracional. Se o LED serviu para democratizar o baixo consumo e reduzir a conta de eletricidade, o OLED chega para democratizar a qualidade da luz. Este tipo de iluminação chega para se tornar parte fundamental da arquitetura. Prepare-se, porque da próxima vez que tiver de renovar a iluminação da sua casa, provavelmente não comprará lâmpadas, mas sim painéis de luz OLED.

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