Desativar funções vulneráveis, como WPS, e criar uma rede independente para convidados ajuda a limitar o acesso não autorizado e evitar a propagação de malware A segurança digital doméstica tornou-se uma prioridade para 2026. Com o aumento do trabalho remoto, das transações online e do uso de dispositivos inteligentes, o router Wi-Fi deixou de ser um simples equipamento de conexão para se tornar um dos pontos mais sensíveis da infraestrutura digital doméstica. Especialistas em cibersegurança alertam que uma configuração incorreta pode abrir as portas para ataques que comprometam dados pessoais, senhas e até mesmo informações bancárias. Por isso, fazer ajustes básicos no router é hoje uma das medidas mais eficazes para reduzir riscos e proteger as informações.
O router funciona como o centro por onde circula todo o tráfego de Internet de uma casa ou escritório: mensagens, e-mails, pagamentos digitais, conteúdo multimédia e a ligação de eletrodomésticos inteligentes. Se um cibercriminoso conseguir aceder a este dispositivo, pode interceptar comunicações, redirecionar ligações para páginas fraudulentas ou espiar a atividade online sem que o utilizador perceba. Perante um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas, manter o router corretamente configurado é fundamental para prevenir incidentes.

1. Alterar o nome de utilizador e a palavra-passe de administração
Um dos erros mais comuns é manter as credenciais predefinidas do router. Estes dados são geralmente genéricos e amplamente conhecidos, o que facilita o acesso não autorizado ao painel de configuração.
Alterar o nome de utilizador e a palavra-passe por combinações únicas e robustas reduz significativamente o risco de um invasor assumir o controlo do dispositivo. Recomenda-se o uso de palavras-passe longas, com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, e evitar dados pessoais fáceis de adivinhar.
2. Ativar protocolos de segurança WPA3 ou WPA2-AES
O tipo de encriptação utilizado pela rede Wi-Fi é um fator determinante no seu nível de proteção. O WPA3 é o padrão mais recente e seguro, concebido para oferecer maior resistência contra ataques de força bruta e melhorar a privacidade, mesmo quando a palavra-passe é fraca. Caso o router não seja compatível com WPA3, o WPA2 com encriptação AES continua a ser uma opção fiável. É fundamental evitar protocolos antigos como WEP ou WPA, pois apresentam vulnerabilidades conhecidas.
3. Manter o firmware do router atualizado
O firmware é o software interno que permite o funcionamento do router. Os fabricantes publicam atualizações periódicas para corrigir falhas de segurança, fechar brechas detectadas e melhorar o desempenho do equipamento.

Não atualizar o firmware deixa o dispositivo exposto a vulnerabilidades que já podem ser conhecidas e exploradas por cibercriminosos. Ativar as atualizações automáticas ou verificar manualmente a disponibilidade de novas versões é uma prática recomendada.
4. Desativar a função WPS
O sistema WPS (Wi-Fi Protected Setup) foi criado para facilitar a conexão de dispositivos ao router sem inserir a senha. No entanto, com o tempo, ficou demonstrado que apresenta fraquezas importantes. Existem métodos que permitem explorar esta função e obter a chave do Wi-Fi em poucos minutos. Desativar o WPS elimina este vetor de ataque e obriga todos os dispositivos a ligarem-se através do método tradicional, mais seguro.
5. Criar uma rede Wi-Fi para convidados
Separar a rede principal de uma rede destinada a convidados é uma medida simples e eficaz. Desta forma, os dispositivos dos visitantes não têm acesso direto a computadores, telefones ou equipamentos inteligentes da casa. Caso um dispositivo convidado esteja infetado com malware, o impacto é limitado a essa rede secundária. Esta segmentação reduz o risco de roubo de informações e de propagação de ameaças dentro da rede principal.
Além dessas configurações, os especialistas recomendam verificar periodicamente os dispositivos conectados ao router, alterar a senha do Wi-Fi com certa frequência e colocar o equipamento em um local seguro da casa. Também é importante desconfiar de links suspeitos e manter atualizados os sistemas operacionais de todos os dispositivos conectados.
