O metal ganha 1,6%, para US$ 4.452 a onça, um novo máximo nominal. No acumulado do ano, registra alta de 70% Os preços do ouro dispararam para um novo recorde acima de US$ 4.400 a onça nesta segunda-feira, depois de subir mais de 70% no acumulado do ano em 2025, enquanto o Bitcoin voltou a ficar acima de US$ 90.000 por token, depois de passar por dois meses voláteis desde que atingiu seu máximo histórico de US$ 126.000 no início de outubro. Embora o ouro seja considerado um ativo conservador, no acumulado do ano superou os rendimentos do índice Dow Jones de Industriales de Wall Street (+14%), do S&P 500 (+17%) e do painel tecnológico Nasdaq (+21%), todos em zona de recorde histórico. O ouro também vem superando o Bitcoin, que na casa dos US$ 90.000 caiu 4% ao longo de 2025.
1) Taxas da Fed. As expectativas de cortes nas taxas por parte dos bancos centrais, como a influente Reserva Federal dos EUA, tornam os títulos e outros ativos de renda fixa menos rentáveis, tornando o ouro — que não paga juros — mais atraente.
2) Inflação e cobertura: É visto como uma cobertura contra a inflação, uma vez que o seu valor tende a manter-se quando o poder de compra do dinheiro diminui.
3) Procura por parte dos bancos centrais: países como a China, a Índia e a Turquia estão a aumentar as suas reservas de ouro para diversificar em relação ao dólar, aumentando a pressão de compra.
«Apesar das expectativas de flexibilização monetária — que continua a ser um fator de apoio para o ouro —, o metal é vulnerável a movimentos de muito curto prazo provocados pelos rendimentos dos títulos do Tesouro e pelas mudanças na aversão ao risco. Se a Fed mantiver uma postura mais neutra ou se os dados económicos se mostrarem resilientes, o ouro poderá enfrentar uma pressão maior. No entanto, num cenário de deterioração macroeconómica ou de queda do dólar, a atratividade da proteção ainda tende a beneficiar o metal”, afirmou Antonio Montiel, diretor de Análise da ATFX Education.

“Em um ambiente em que a política monetária, a reconfiguração corporativa e as tensões geopolíticas se entrelaçam diretamente com a dinâmica dos preços e o posicionamento de risco, os mercados globais passam por uma fase de alta complexidade operacional. A combinação de leituras inflacionárias “ruidosas”, ajustes nas expectativas sobre a trajetória das taxas, eventos técnicos de grande impacto em derivativos e o avanço das negociações internacionais em várias frentes exige uma leitura integral e precisa para alinhar decisões táticas com marcos estratégicos”, comentou Felipe Mendoza, CEO da IMB Capital Quants.
Como investir em ouro
Para investir em ouro na Argentina, os aforradores têm um menu acessível de opções, seja de forma indireta ou através da bolsa local com a aquisição de Cedear (Certificado de Depósito Argentino) de empresas mineiras ou de ETF que replicam o preço do ouro.
Ouro físico e ETF: Uma opção é investir diretamente através de corretores internacionais que oferecem ETF (sigla em inglês para Exchange Traded Fund, que em português se traduz como Fundo Negociado em Bolsa) como o GLD, ou através de plataformas de ouro digital ou a compra de ouro físico (lingotes ou moedas) em joalharias ou casas autorizadas.
Cedear de empresas mineiras: Comprar CEDEARs de empresas como a Barrick Gold (GOLD) ou a Newmont (NEM) na bolsa local. O preço desses CEDEARs depende do desempenho da empresa e da cotação do ouro.
Cedear de ETFs de ouro: Comprar CEDEARs que replicam o desempenho de ETFs internacionais como o GLD, que acompanha o preço do ouro físico. São comprados em pesos ou dólares através de uma conta de investimento numa corretora local.
